Van Gogh, O Suicidado Pela Sociedade

capa_van_goghA Rizoma Editorial traz a seu público leitor uma nova edição da obra Van Gogh, O Suicidado Pela Sociedade. de Antonin Arnaud.

Publicada originalmente pelo editor Robson Achiamé, esta obra encontrava-se há muito esgotada e assim a trazemos de volta, como uma contribuição ao conhecimento da história de um dos maiores pintores do século XIX, Vincent Van Gogh (1853-1890).

Esta obra é uma proposta interdisciplinar que aborda o tema da criação através da loucura. Toma como ponto de partida dois mundos que descrevem o desespero do homem ao enfrentar a seu objeto criador; a poesia no caso de Antonin Artaud em sua busca incessante para encontrar a alma, e a pintura em Van Gogh e sua viagem aos infernos em sua paranóica busca da luz. Ambos se encontram em um espaço absurdo nos umbrais do terceiro milênio, em um manicômio que habitam de uma maneira onírica através de obsessões, reiterações e uma obcecada insistência no escatológico. Algumas manifestações artísticas aparecem neste texto – artes plásticas, músicas e a palavra – mescladas de uma maneira caprichosa e desesperada à procura de uma linguagem não experimentada anteriormente – pura, direta e indignada da emoção.

Antonin Artaud (1896-1948) foi uma espécie de profeta de um novo mundo, onde a verdade seria fonte de interpretação da realidade e reveladora de todos os seus mistérios. Internado, como o próprio Van Gogh, em um asilo de alienados mentais na França, escreve esta obra como um canto à descoberta e ao poder da criação artística, suicidando-se alguns meses depois.

Confederalismo Democrático

capa_confederalismo_democraticoÉ com imensa satisfação que o coletivo Rizoma Editorial traz ao seu público leitor a obra Confederalismo Democrático, de Abdullah Öcalan, em tradução do Coletivo Libertário de Apoio a Rojava (CLAR), com textos de apresentação de Ana Paula Massadar Morel (doutoranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ) e do Prof. Dr. Eduardo Viveiros de Castro (pesquisador e docente do Museu Nacional/UFRJ).

Abdullah Öcalan é um líder ativista curdo, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, Partiya Karkêren Kurdistan), preso em 1999 e condenado à prisão perpétua pelo estado turco.

Na prisão, inspirado na obra do eco-anarquista estadunidense Murray Bookchin, desenvolveu o conceito de “Confederalismo Democrático”, propondo uma livre federação de comunas entre as regiões curdas da Turquia, Síria, Iraque e Irã, baseada em princípios de democracia direta, igualdade de gênero e sustentabilidade ecológica como uma alternativa abrangente e sustentável para a questão curda.

O Confederalismo Democrático é um tipo de administração política não-estatal ou democracia sem Estado.  É flexível, multicultural, antimonopolista e orientado para o consenso. A ecologia e o feminismo são seus pilares centrais. No panorama de autogestão social proposto pelo Confederalismo Democrátioc, uma economia alternativa se torna necessária, o que aumenta os recursos da sociedade em vez de explorá-los e faz, assim, justiça às múltiplas necessidades sociais. O Estado será superado quando o  Confederalismo Democrático provar as suas capacidades de resolução de problemas e resposta efetiva a questões sociais, econômicas e ambientais. O futuro de um mundo justo, livre, verde e pacífico é o Confederalismo Democrático!

Hoje, em Rojava (Curdistão sírio), os princípios do Confederalismo Democrático estão sendo neste momento colocados em prática na construção de uma sociedade multiétnica baseada na democracia direta, economia cooperativa, igualdade de gênero e sustentabilidade ecológica que infelizmente trava uma luta inglória e sem apoio contra a bárbarie do  “estado islâmico” — mas, ainda assim, vitoriosa!

Viva a luta revolucionária do povo kurdo! Liberdade para Abdullah Öcalan!

Comunismo de Conselhos e Autogestão Social

capa_comunismo_autogestaoO coletivo Rizoma Editorial anuncia a seu público leitor o lançamento da obra Comunismo de Conselhos e Autogestão Social, de Lucas Maia, doutor em Geografia e professor do Instituto Federal de Goiás.

Nesta obra, o autor apresenta as principais concepções do comunismo de conselhos (“conselhismo”), tendência política diretamente inspirada pela experiência autogestionária dos soviets na Revolução Russa de Outubro de 1917  e que tem entre seus principais teóricos Anton Pannekoek, Karl Korsch, Herman Gorth, Otto Rühle, Sylvia Pankhurst e Paul Mattick.

Como assinala o autor, a história do conselhismo está entrelaçada à história do movimento operário, sendo a autogestão social o objetivo a ser alcançado por este movimento, mediante a ação do proletariado revolucionário, isto é aquele segmento do proletariado “que no processo de luta contra o capital adquiriu consciência de seus interesses históricos e dentre tais interesses o principal é a abolição da sociedade capitalista, das classes sociais e a sua própria abolição enquanto classe social”.

É bem conhecido o fato de que ninguém menos do que Lênin atacou ferozmente os conselhistas, sobre os quais  lançou a pecha infame de “esquerdismo”, pela veemente oposição destes ao “centralismo democrático”, ao vanguardismo e ao frontismo, bem como à participação em eleições burguesas e aos partidos poíticos s sindicatos em geral.

O colapso da União Soviética e outras experiências do “socialismo real”, com seus regimes burocráticos de capitalismo de Estado, sob a ditadura do Partido único implantada pelos bolcheviques, demonstrou cabalmente quão coerentes e relevantes são as propostas conselhistas e da dita “ultra-esquerda”, que vislumbram na organização revolucionária do proletariado, para além de partidos e sindicatos, sem intermediários, o caminho mais viável para a emancipação social, não só com a abolição da propriedade privada dos meios de produção, como também do estado e sua máquina burocrática e guerreira, que só pode conduzir à barbárie e não à real emancipação humana.

 

Lançamento do livro “A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro”

convite_2O coletivo Rizoma Editorial convida seu público leitor para o evento de lançamento da obra A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro, que acontecerá no próximo dia 23 de março de 2016 na livraria do Museu da República – Palácio do Catete (onde o ditador fascista Getúlio Vargas “deixou a vida para entrar na história”, em suas próprias palavras arrogantes e pretensiosas). situado na Rua do Catete, 153, Rio de Janeiro, RJ.

Contamos com a presença de tod@s @s companheir@s!

A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro

capa_insurreicao_anarquistaO coletivo Rizoma Editorial orgulhosamente anuncia ao seu público leitor o lançamento da obra A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro, de autoria do Prof. Dr. Carlos Augusto Addor, professor professor associado do Departamento e do Programa de Pós-Graduação de História da Universidade Federal Fluminense.

Publicada em primeira edição pela Editora Dois Pontos (Rio de Janeiro, 1986) e em segunda edição pela Editora Achiamé (Rio de Janeiro, 2002), coube-nos a imensa honra de publicar a terceira edição desta obra.

Nesta obra, o autor apresenta e analisa em detalhes um episódio pouco conhecido — mas não obstante notável e importante — da História do Brasil e, em particular, do Rio de Janeiro: a insurreição anarquista de 1918, que culminou com o grande levante popular de 18 de novembro daquele ano que chegou perto de criar o “Soviete do Rio”.

Muitas são as lições que podem ser tiradas pelos atuais anarquistas brasileiros e cariocas deste episódio ocorrido há quase um século, sobretudo à luz das Jornadas de Junho de 2013 que, historicamente, revestem-se de importância similar na trajetória do movimento pela emancipação social no Brasil e no Rio de Janeiro. Assim, por exemplo, é interessante notar como as autoridades estatais da época não perderam tempo em denunciar o movimento anarquista como portador de ideias “alienígenas” (devido à presença dos operários italianos e portugueses) — exatamente como fez o governador do Estado do Rio de Janeiro em 2013 (desta vez, devido à utilização da Internet, da tecnologia de informação e das redes sociais pelos libertários atuais), aliás macaqueando, sem nenhuma originalidade (numa atitude bem típica daquele governador) as palavras do ditador fascista da Turquia (aliado da OTAN e lacaio das grandes corporações transnacionais). Também é notável como os representantes da máquina repressora do Estado — em particular a polícia — lançaram mão de métodos escusos como o uso de agents provocateurs (hoje mais conhecidos como “X9’s”) infiltrados no movimento anarquista para semear a discórdia e a confusão entre os libertários  (sem mencionar as traições e prisões arbitrárias). Tudo isto com o total apoio da mídia corporativa da época — os grandes jornais — tal e qual hoje temos as grandes corporações de TV, empenhadas não apenas em seu trabalho de posta-vozes do capitalismo e do Estado, mas também (e especialmente) em sua asquerosa campanha contra a liberdade — relativa, mas não obstante inegável — fornecida pela atual tecnologia de informação e  redes de computadores aos movimentos sociais e à quebra do monopólio de disseminação da informação (com todo o seu potencial de manipulação de corações e mentes do público) que, até então, estava assegurado à mídia corporativa.

Pois hoje nos orgulhamos de fazer uso desta mesma tecnologia de disseminação da informação (inclusive aquela que nos permite produzir livros impressos e digitais rapidamente e a baixo custo, quebrando também o monopólio das editoras comerciais que fazem parte do problema e não de sua solução) para trazer a público esta obra, não permitindo que este notável episódio histórico continue “borrada praticamente da memória social”.

Há cem anos, em novembro de 1918, os anarquistas brasileiros insurgiram-se no Rio de Janeiro em um levante sem igual nos trópicos. Um século depois, os libertários atuais demonstraram que a ânsia pela emancipação social, a luta rumo à utopia, continuam vivam. Em menos de um século no futuro, o Estado-nação opressor e o sistema capitalista explorador — ambos transitórios e não eternos no movimento histórico — estarão em seu lugar devido, a lixeira da História de onde não passarão!

Viva a Insurreição Anarquista do Rio de Janeiro!

Foucault, História e Anarquismo

capa_foucaultO coletivo Rizoma Editorial tem a imensa honra de trazer ao seu público leitor a obra Foucault, História e Anarquismo, da Profa. Margareth Rago, doutora em história e colaboradora do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas.

Publicado pela primeira vez em 2007 pela Editora Achiamé, do Rio de Janeiro, coube-nos agora publicar esta segunda edição.

Frequentemente, ouvimos os “foucaultianos” questionarem os possíveis vínculos entre Foucault e o anarquismo, afirmando que o filósofo jamais se disse anarquista, que recusava qualquer forma de “territorialização sedentarizante” e que, ademais, nunca se afiliou aos grupos anarquistas contemporâneos. Vários autores anarquistas, por outro lado, enxergam um Foucault profundamente libertário e ademais, propõem pensar o pós-estruturalismo como sendo “uma forma contemporânea de anarquismo”. Falando da sua experiência pessoal, o libertário  Salvo Vaccaro afirma que o filósofo não só o aproximou do anarquismo, impedindo-o de “se fossilizar no caminho traçado de Bakunin a Malatesta”,  como ensinou “uma utilização anarquista do texto teórico (…) sem respeito pela autoridade do Nome.”

Podemos, naturalmente, considerar discutíveis as assetivas acima, sobretudo a concepção do pós-estruturalismo como “uma forma contemporânea de anarquismo” — porém é precisamente esse debate de ideias que a obra de Foucault sempre inspirou e que esperamos estimular e fortalecer  com a publicação desta importante obra.

As Esferas Sociais

capa_esferas_sociaisO coletivo Rizoma Editorial traz ao seu público leitor mais uma obra do Prof. Nildo Viana, sociólogo e filósofo,  docente da Universidade Federal de Goiás:  As Esferas Sociais – A Constituição Capitalista da Divisão do trabalho Intelectual.

A sociedade capitalista é extremamente complexa. Ao ampliar a divisão social do trabalho sob intensidade nunca vista antes na história da humanidade, expandiu, igualmente, a especialização e as subdivisões. A presente obra visa abordar um dos aspectos dessa divisão social do trabalho e faz parte de um projeto amplo de análise das formas sociais burguesas. Por conseguinte, o seu objetivo é analisar a divisão social do trabalho intelectual no capitalismo, que faz parte das formas sociais e, portanto, contribui com a compreensão de um de seus componentes fundamentais. Trata-se das esferas sociais, que já foram denominadas de outras formas, mas que sempre se referiram a um certo conjunto de relações sociais que constituem o fenômeno que assim denominamos.