“Somos Anarquistas, Italianos e Fracos”: (Re)conhecendo Sacco e Vanzetti e as suas Reflexões

A Rizoma Editorial anuncia a seu fiel público-leitor o lançamento de mais uma obra: “Somos Anarquistas, Italianos e Fracos”: (Re)conhecendo Sacco e Vanzetti e as suas Reflexões, de Eduardo da Silva Soares, mestre em história pela Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Esta obra visa apresentar a trajetória de Nicolau Sacco e Bartolomeu Vanzetti, os dois célebres anarquistas italianos condenados à morte sob a acusação de homicídio, cuja história de vida foi marcada pela (in)Justiça dos Estados Unidos da América nos anos 1920. Assim, o livro aborda de forma introdutória a viagem de ambos para os Estados Unidos, o seu ambiente de trabalho e o crime pelo qual foram condenados. As principais fontes são as cartas que eles enviaram a familiares, amigos e até órgãos de imprensa, entre os anos de 1921 e 1927. Estas cartas são ricas em detalhes, narrando a trajetória de dois prisioneiros que morreram jurando inocência. Os anos das cartas são de 1921 a 1927. Elas transmitem os depoimentos dos condenados em diversos momentos do cárcere. Além do mais, o seu caráter pessoal nunca foi estudado pela historiografia brasileira, conferindo a este trabalho um caráter totalmente inédito e assegurando sua contribuição para o conhecimento da história do movimento libertário na única escala que interessa aos anarquistas, que é a do mundo inteiro.

Viva Nicolau Sacco e Bartolomeu Vanzetti, presentes!

Disponível em brochura e ebook.

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Evento “Experiências Libertárias na Primeira República”

 

 

 

 

 

 

A Rizoma Editorial convida seu público leitor para o evento “Experiências Libertárias na Primeira República”, com mesa-redonda e debate e o triplo lançamento das obras A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro, Da Instrução dos Trabalhadores à Revolução Social e Anarquismo e a Formação do Partido Comunista do Brasil, que acontecerá no próximo dia 4 de julho de 2017 no PPGH, Instituto de História da Universidade Federal Fluminense,  situado na Bloco O, Sala 1, 5o. andar, Campus do Gragoatá, Niterói, RJ.

Contamos com a presença de tod@s @s companheir@s!

Da Instrução dos Trabalhadores à Revolução Social: A Formação da Universidade Popular de Ensino Livre no Rio de Janeiro em 1904

É com grande satisfação que a Rizoma Editorial traz ao seu público leitor mais um título: Da Instrução dos Trabalhadores à Revolução Social: A Formação da Universidade Popular de Ensino Livre no Rio de Janeiro em 1904, de Eduardo Carracelas Lamela, mestre em história pela Universidade Federal Fluminense.

Esta obra tem como tema a formação da Universidade Popular de Ensino Livre (UPEL), por um grupo de intelectuais e trabalhadores predominantemente simpáticos às ideias anarquistas, cujo objetivo fundamental foi a promoção de uma instrução teórica e prática para os operários da cidade do Rio de Janeiro, no período da Primeira República, mais precisamente em 1904, momento considerado como de formação do mercado de trabalho capitalista no Brasil. Para os anarquistas, a educação tinha um importante papel na formação do indivíduo, o que garantiria o sucesso da ambicionada revolução social. Experiências como esta, que permeiam o cerrado cenário político do período, porém por vias não dominantes, são importantes na tentativa de melhor compreender o momento, marcado por tensões e conflitos, e caracterizado pelas diferentes disputas pelo poder. Desta forma, este estudo parte da análise da formação da UPEL, para buscar, a partir daí, a compreensão das ideias revolucionárias que se apresentavam como alternativas para a política parlamentar, altamente excludente, do período. Ainda que atuantes no ambiente extraparlamentar, ações como esta também devem ser entendidas como experiências políticas, organizadas com finalidades e objetivos condizentes com a prática e os conhecimentos libertários. O que se propõe como hipótese investigativa é que este grupo de intelectuais simpáticos aos ideais libertários possuía um projeto político para o país nos primórdios da República. Estes indivíduos buscavam uma revolução social que quebrasse com as oligarquias que dominavam o cerrado cenário político do período. Para estes, uma das maneiras possíveis para ampliar a participação política seria via educação. O exemplo da UPEL se apresenta como uma forma de ação libertária que buscava a transformação da sociedade começando pela transformação nas bases, ou seja, a instrução profunda dos trabalhadores.

No momento atual — em que a educação e a cultura vêm sendo sistematicamente cerceadas e manipuladas pelas forças da reação e do obscurantismo, em sua tentativa final de conter o progresso e a emancipação humana — é de grande interesse o conhecimento dessa histórica experiência pedagógica de teor libertário para a formação do indivíduo e seu papel na transformação revolucionária da sociedade.

Disponível em brochura e ebook.

Anarquismo e Formação do Partido Comunista do Brasil (PCB)

A Rizoma Editorial tem a satisfação de anunciar ao seu público leitor o seu mais recente lançamento: a obra Anarquismo e Formação do Partido Comunista do Brasil (PCB), de Hamilton Moraes Theodoro dos Santos, mestre em História e professor da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Esta obra oferece uma análise do movimento operário brasileiro, no contexto social, político e econômico nas três primeiras décadas do século XX, nos quais estão inseridas importantes lutas operárias influenciadas pelas ideias anarquistas e a gênese do Partido Comunista do Brasil. É o período de gradativa implementação do capitalismo em nossas terras, das primeiras fábricas, de ausência total de direitos trabalhistas e intensa exploração do proletariado brasileiro. Em 1917 eclodiu a Revolução Russa, fato que influenciou o movimento operário em todo o mundo, inclusive o brasileiro, até então organizado, principalmente, pelo sindicalismo revolucionário de influência anarquista. Assim o texto analisa o impacto que a revolução bolchevique na Rússia teve os movimentos sociais brasileiros do período. Em 1923 Antonio Bernardo Canellas, um antigo militante anarquista, convertido ao marxismo e influenciado pela Revolução Russa, foi o primeiro militante expulso dos quadros do PCB, um importante fato que representa o desenvolvimento e relacionamento das ideologias anarquista e marxista no Brasil. Sofreu essa severa punição devido à sua postura, como representante do incipiente Partido Comunista do Brasil no IV Congresso da Internacional Comunista (IC) em 1922 e pela consequente não aceitação do partido como membro efetivo da IC naquele ano. Neste contexto, torna-se indispensável analisar a influência da Revolução Russa entre os anarquistas brasileiros, pois o advento da revolução bolchevique alterou o desenvolvimento e a trajetória das lutas sociais no Brasil.

Em especial, é de grande interesse o posicionamento do autor que — discordando de outros historiadores brasileiros que costumam ver na trajetória política do PCB um mero apêndice das diretrizes políticas de Moscou — sustenta que o desenvolvimento do Partido foi um processo original, no “fecundo contexto social, político e cultural brasileiro no qual forças políticas e atores históricos atuaram com suas próprias motivações e desenvolveram ricas trajetórias na luta por seus objetivos políticos e sociais.” A análise das relações entre as ideais anarquistas e marxistas nesse contexto é de grande relevância e pode, inclusive, apontar para exemplos que iluminem as disputas sectárias e fratricidas que historicamente têm sido as maiores inimigas das forças revolucionárias cujo objetivo final é o mesmo: a libertação da classe operária da dominação burguesa e a construção de uma sociedade igualitária.

Disponível em brochura e ebook

A Rizoma Editorial tem a satisfação de apresentar ao seu público leitor nosso mais recente lançamento, a obra TAZ (Zona Autônoma Temporária) Como Prática de Liberdade e Resistência
Política, de Alan dos Santos, mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo e professor da Universidade Metropolitana de Santos.

Esta obra realiza uma problematização filosófica da estratégia libertária da TAZ, descrita pelo ativista estadunidense Hakim Bey, a partir da Filosofia Contemporânea, sobretudo o pensamento do filósofo francês Michel Foucault, dando ênfase para dois conceitos principais: as noções foucaultianas de “práticas de liberdade” (em contraposição aos “processos de liberação”) e “resistência política”. Dessa forma, o texto apresenta não somente uma abordagem libertária e militante da TAZ, mas também uma problematização conceitual, esclarecendo os principais componentes do processo de experimentação das zonas autônomas temporárias. Além da abordagem filosófica e conceitual, é feita uma apresentação de acontecimentos políticos que refletiram no seu percurso características importantes da TAZ, como o levante em Chiapas que resultou na criação do EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) e também a insurgência estudantil dos Provos (acrônimo para Provocadores), na Holanda. Até mesmo a atuação do Movimento Passe Livre nos protestos de Junho de 2013 apresentou características constituintes da TAZ. Trata-se de problematizar a estratégia da TAZ respeitando o seu objetivo principal, conforme descrito por Hakim Bey: proporcionar aos participantes experimentações imediatas (ainda que temporárias) da liberdade ácrata, no interior das sociedades capitalistas. Com a estratégia da TAZ, o anarquismo torna-se passível de experimentação no tempo presente e, portanto, deixa de ser uma postulação futura, uma espécie de utopia inalcançável.

Disponível em brochura e ebook em nossa loja virtual.

Van Gogh, O Suicidado Pela Sociedade

capa_van_goghA Rizoma Editorial traz a seu público leitor uma nova edição da obra Van Gogh, O Suicidado Pela Sociedade. de Antonin Arnaud.

Publicada originalmente pelo editor Robson Achiamé, esta obra encontrava-se há muito esgotada e assim a trazemos de volta, como uma contribuição ao conhecimento da história de um dos maiores pintores do século XIX, Vincent Van Gogh (1853-1890).

Esta obra é uma proposta interdisciplinar que aborda o tema da criação através da loucura. Toma como ponto de partida dois mundos que descrevem o desespero do homem ao enfrentar a seu objeto criador; a poesia no caso de Antonin Artaud em sua busca incessante para encontrar a alma, e a pintura em Van Gogh e sua viagem aos infernos em sua paranóica busca da luz. Ambos se encontram em um espaço absurdo nos umbrais do terceiro milênio, em um manicômio que habitam de uma maneira onírica através de obsessões, reiterações e uma obcecada insistência no escatológico. Algumas manifestações artísticas aparecem neste texto – artes plásticas, músicas e a palavra – mescladas de uma maneira caprichosa e desesperada à procura de uma linguagem não experimentada anteriormente – pura, direta e indignada da emoção.

Antonin Artaud (1896-1948) foi uma espécie de profeta de um novo mundo, onde a verdade seria fonte de interpretação da realidade e reveladora de todos os seus mistérios. Internado, como o próprio Van Gogh, em um asilo de alienados mentais na França, escreve esta obra como um canto à descoberta e ao poder da criação artística, suicidando-se alguns meses depois.

Confederalismo Democrático

capa_confederalismo_democraticoÉ com imensa satisfação que o coletivo Rizoma Editorial traz ao seu público leitor a obra Confederalismo Democrático, de Abdullah Öcalan, em tradução do Coletivo Libertário de Apoio a Rojava (CLAR), com textos de apresentação de Ana Paula Massadar Morel (doutoranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ) e do Prof. Dr. Eduardo Viveiros de Castro (pesquisador e docente do Museu Nacional/UFRJ).

Abdullah Öcalan é um líder ativista curdo, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, Partiya Karkêren Kurdistan), preso em 1999 e condenado à prisão perpétua pelo estado turco.

Na prisão, inspirado na obra do eco-anarquista estadunidense Murray Bookchin, desenvolveu o conceito de “Confederalismo Democrático”, propondo uma livre federação de comunas entre as regiões curdas da Turquia, Síria, Iraque e Irã, baseada em princípios de democracia direta, igualdade de gênero e sustentabilidade ecológica como uma alternativa abrangente e sustentável para a questão curda.

O Confederalismo Democrático é um tipo de administração política não-estatal ou democracia sem Estado.  É flexível, multicultural, antimonopolista e orientado para o consenso. A ecologia e o feminismo são seus pilares centrais. No panorama de autogestão social proposto pelo Confederalismo Democrátioc, uma economia alternativa se torna necessária, o que aumenta os recursos da sociedade em vez de explorá-los e faz, assim, justiça às múltiplas necessidades sociais. O Estado será superado quando o  Confederalismo Democrático provar as suas capacidades de resolução de problemas e resposta efetiva a questões sociais, econômicas e ambientais. O futuro de um mundo justo, livre, verde e pacífico é o Confederalismo Democrático!

Hoje, em Rojava (Curdistão sírio), os princípios do Confederalismo Democrático estão sendo neste momento colocados em prática na construção de uma sociedade multiétnica baseada na democracia direta, economia cooperativa, igualdade de gênero e sustentabilidade ecológica que infelizmente trava uma luta inglória e sem apoio contra a bárbarie do  “estado islâmico” — mas, ainda assim, vitoriosa!

Viva a luta revolucionária do povo kurdo! Liberdade para Abdullah Öcalan!