Crítica Marxista da Administração

A Rizoma Editorial anuncia ao seu público leitor a publicação da obra Crítica Marxista da Administração, uma coletânea de textos organizada pelo Prof. Dr. Elcemir Passo Cunha, docente da Universidade Federal de Juiz de Fora e pela Profa. Dra. Deise Luiza Ferraz. docente da Universidade Federal de Goiás.

O conjunto de textos que forma a presente coletânea responde a uma necessidade histórica no Brasil: aglutinar textos de crítica marxista da administração em suas diferentes inclinações. Grande parte da literatura que sustenta uma crítica nesses termos está dispersa em livros e artigos. Por mais importante e contributivos que sejam, essa dispersão expressa alguma dificuldade de articulação entre as diferentes produções e inclinações que compõem os marxismos que animam aquela crítica. Esta é a principal razão de ser da presente coletânea.

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Luto pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro

O coletivo Rizoma Editorial expressa o seu mais profundo pesar por esta tragédia irreparável para a Ciência e a Cultura do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo, que representa a perda, em incêndio de proporções colossais, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, no ano em que a honorável instituição comemorava seu segundo centenário de existência.

Desde já e sempre, nos solidarizamos de forma incondicional, com todos os funcionários, pesquisadores, professores e estudantes que lá trabalhavam, em condições muitas vezes precárias, para manter acesa a chama do conhecimento que, nas imortais palavras de Carl Sagan,  “se interpõe entre nós e a escuridão circundante”.

Para nosso Editor, que lá trabalhou e militou pela Ciência durante seis anos (1999-2005), trata-se, também, de uma duríssima perda a nível pessoal.

Seis meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco, este é mais um golpe contra o Rio de Janeiro e todo o país, perpetrado pelas forças da reação que – se não são diretamente as mesmas! – celebram em concilábulo a barbárie, a ignorância e o obscurantismo a serviço dos mais arcaicos e mesquinhos interesses capitalistas, julgando-se para sempre incólumes e impunes.

A estas forças, só temos a declarar, com a mais cristalina clareza: podem retardar, mas jamais impedir, o inexorável progresso da humanidade em direção ao conhecimento, pela atividade científica e artística e pelas manifestações culturais em todos os níveis – suas horas de parasitas da sociedade estão contadas e, no futuro, pagarão em dobro por “cada lágrima rolada nesse meu penar”.

Anarquismo Africano: A História de um Movimento

A Rizoma Editorial orgulhosamente anuncia ao seu público leitor o lançamento da obra Anarquismo Africano: A História de um Movimento, de Sam Mbah & I. E. Igariwy, em tradução de Pedro Gomes de Souza Barros.

Sam Mbah (1963-2014) foi um advogado, jornalista e ativista nigeriano. Nascido em Enugu, no sudeste da Nigéria, estudou na Universidade de Lagos e trabalhou como correspondente do jornal Daily Star, escrevendo sobre política, meio ambiente, antropologia e anarquismo. Foi co-fundador e membro ativo da Awareness League (“Liga da Consciência”), uma organização de cunho anarquista empenhada na transformação libertária da Nigéria, através da educação política, campanhas sociais e de proteção ambiental.

Anarquismo Africano: A História de um Movimento, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1997 e trazida pela primeira vez aos leitores de língua portuguesa pela Rizoma Editorial, foi sua principal a obra, na qual apresenta os paralelos existentes entre os valores anarquistas e os sistemas sociais e econômicos das várias sociedades africanas antes da imposição do capitalismo e de rígidas hierarquias políticas durante o período colonial.

Vivendo em um mundo inundado pelo capitalismo e, em menor medida, pelo socialismo autoritário, Mbah e Igariwey se perguntam: qual caminho revolucionário é possível para uma África pós-colonial? Sempre atentos às consequências da colonialidade capitalista e da esquerda autoritária no continente, os autores reinterpretam conceitos como o comunalismo através de um diálogo com estudos e experiências africanos e à luz da proposta revolucionária anarquista. Não se deixando cair na tentação de dar respostas fáceis a problemas complexos, os autores enfrentam a tortuosa trilha de identificar não só um caminho, mas também de identificar um sujeito oprimido que precisa caminhar: a África pós-colonial. A tradução desta obra é uma forma de agregar uma perspectiva africana revolucionária à realidade do Brasil de hoje, contribuindo para a busca por identificar não só um sujeito, mas também seu respectivo caminho na construção de uma sociedade justa, livre, ecologicamente responsável e radicalmente democrática.

Nildo Viana – Um Marxismo Vivo

A Rizoma Editorial anuncia o lançamento da obra Nildo Viana – Um Marxismo Vivo, uma compilação de textos do Prof. Nildo Viana, sociólogo e filósofo,  docente da Universidade Federal de Goiás.

O conjunto de textos de Nildo Viana aqui reunidos aponta para determinadas questões, como as relações de dominação, a luta cultural, a autogestão e o pensamento de Karl Marx. A compilação realizada pelos Comunistas de Conselhos da Galiza/Espanha, em 2007, enriquecida com a biografia de Nildo Viana escrita por Maria Angélica Peixoto e o depoimento autobiográfico do autor, apresenta discussões fundamentais para um marxismo que ultrapassa a invasão positivista e reformista da teoria desenvolvida pioneiramente por Karl Marx. Assim, é uma obra interessante para compreender o pensamento de Nildo Viana e sua concepção de marxismo.

A obra de Nildo Viana tem como elemento fundamental e fio condutor o projeto autogestionário. Para entender essa afirmativa, é preciso reconstituir sua produção teórica destacando alguns elementos preliminares, presentes em sua crítica do capitalismo. Essa crítica do capitalismo pode ser dividida em: crítica do capital, crítica da burocracia, crítica da política e crítica das ideologias. A crítica, no entanto, é percebida por ele da mesma forma que em Marx, ou seja, a crítica não vem para as pessoas superarem as ilusões, as “flores imaginárias” que enfeitam suas prisões e reproduzir o que existe, e sim para que em seu lugar “brotem flores vivas”, ou seja, o projeto autogestionário do marxismo vivo.

“Poesias de Maria” na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

É com muita satisfação que a Rizoma Editorial informa ao seu público leitor que a obra Poesias de Maria, o primeiro título de nossa recém-inaugurada linha editorial de poesia & prosa, será lançado pela autora na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 3 a 12 de agosto de 2018.

Desejamos sorte e sucesso à nossa jovem autora!

Carlos Patati (1960-2018)

É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do pesquisador, roteirista e escritor Carlos Patati, falecido aos 58 anos em 15/06/2018 na cidade do Rio de Janeiro.

Amigo pessoal de nosso editor, com o qual compartilhou muitos cafés no bistrô da Livraria Da Vinci, no Centro do Rio, Carlos Patati tinha dois projetos editoriais em andamento com a Rizoma, que por diversos motivos prosaicos não puderam vir a público em tempo.

O primeiro desses projetos era uma revista em quadrinhos, a ser batizada como Anarquia, com ilustrações de Spain Rodriguez, traduzida e apresentada por Patati. Essa publicação teria como proposta narrar, de forma gráfica, alguns episódios da história do anarquismo e outros movimentos emancipatórios, como a Revolução Espanhola e a Comuna de Paris.

 

 

 

Nosso segundo projeto conjunto era uma coletânea de contos fantásticos de autoria de Patati, chamada A malícia de Vicente Flor e outras histórias fantásticas, com arte da capa de Júlio Shimamoto. Essa publicação marcaria a inauguração do novo selo “ComCiência Editorial”, associado à Rizoma Editorial. Desta coletânea constariam cinco contos: “Trailer Park”, “Arlequim”, “Servidor de Dois Amos”, “Dhampyr”, “O Fígado de Prometeu” e “A Malícia de Vicente Flor”.

Julgamos apropriado concluir esta triste nota com a minibiografia do Patati, redigida pelo próprio, que constaria de nossa edição da coletânea de seus contos:

Carlos Patati (pseudônimo de Carlos Eugênio Baptista) nasceu no Rio de Janeiro, em 1960; Estudou longamente no colégio de São Bento, onde ganhou o apelido que até hoje usa como nome literário. Como queria muito que o colégio fosse misto, com presença de alunado feminino, e realizava um jornalzinho estudantil sem papas na língua, o Aqui e Agora; foi convidado, de modo não muito gentil, a sair do colégio, tendo concluído o segundo grau noutros estabelecimentos. Cursou Comunicação Social na UFF e escreveu diversos roteiros para as HQ’s de terror da editora Vecchi e um conjunto de outras, sendo mais de uma vez, em nível nacional, premiado no ramo É mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, com a Dissertação do Morcego, sobre Batman. Realizou algumas exposições e eventos relativos ao ramo. Foi curador das Bienais carioca e mineira de Histórias em Quadrinhos, e, como roteirista, teve trabalhos publicados na Europa e na Argentina. Escreveu roteiros de dois filmes de curta metragem, um dos quais premiado repetidas vezes, o Impresso à Bala, produzido pelo Curso de Comunicação Social da UFF. Trabalhou no Departamento de Treinamento da Embratel, onde realizou alguns programas de televisão para público interno. Também escreveu roteiros para programas da TVE e da TV Manchete, e fez parte da equipe que implantou o Curso de Comunicação Social da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), em ilhéus, na Bahia. Aposentado, mantém ativa militância literária e jornalística, sendo autor, entre outros, do Almanaque dos Quadrinhos, publicado pela Ediouro no fim doa anos 90.

Rest In Power, Patati! Evoé! Eparrei! Excelsior!

Poesias de Maria

A Rizoma Editorial orgulhosamente traz ao seu público leitor o primeiro título em nossa nova linha de Prosa & Poesia: a recém-publicada obra Poesias de Maria, de Maria Gabriella da Silva Sousa.

Maria. Recém-chegada a um mundo hostil. Mas Maria, do alto dos seus doze anos, não se intimida nem se esconde. Maria fala – na linguagem da poesia, aquela que através dos séculos desafiou impérios e confrontou ditadores. Maria demonstra – com o vigor passional e arrebatador do seu trabalho, com a clareza cristalina dos que estão na vida para viver e não para fenecer – que pode ser capaz de mover mundos e transformar universos. Em um mundo onde a barbárie e o obscurantismo parecem avançar a cada dia, onde todas as árduas conquistas da humanidade na Ciência e nas Artes encontram-se sob o ataque avassalador e covarde das forças da ignorância e da pura ganância, movidas pelo ódio a tudo aquilo que desconhecem – eis que esta jovem poetisa surge, out of the blue, com poemas capazes de abalar e, por que não, transformar os mais corroídos e endurecidos corações! E assim mostrar que um outro mundo, mais livre e justo e limpo e pacífico, é de fato possível. Existe esperança, na poesia de Maria!

Disponível em brochura e ebook.