Da Instrução dos Trabalhadores à Revolução Social: A Formação da Universidade Popular de Ensino Livre no Rio de Janeiro em 1904

É com grande satisfação que a Rizoma Editorial traz ao seu público leitor mais um título: Da Instrução dos Trabalhadores à Revolução Social: A Formação da Universidade Popular de Ensino Livre no Rio de Janeiro em 1904, de Eduardo Carracelas Lamela, mestre em história pela Universidade Federal Fluminense.

Esta obra tem como tema a formação da Universidade Popular de Ensino Livre (UPEL), por um grupo de intelectuais e trabalhadores predominantemente simpáticos às ideias anarquistas, cujo objetivo fundamental foi a promoção de uma instrução teórica e prática para os operários da cidade do Rio de Janeiro, no período da Primeira República, mais precisamente em 1904, momento considerado como de formação do mercado de trabalho capitalista no Brasil. Para os anarquistas, a educação tinha um importante papel na formação do indivíduo, o que garantiria o sucesso da ambicionada revolução social. Experiências como esta, que permeiam o cerrado cenário político do período, porém por vias não dominantes, são importantes na tentativa de melhor compreender o momento, marcado por tensões e conflitos, e caracterizado pelas diferentes disputas pelo poder. Desta forma, este estudo parte da análise da formação da UPEL, para buscar, a partir daí, a compreensão das ideias revolucionárias que se apresentavam como alternativas para a política parlamentar, altamente excludente, do período. Ainda que atuantes no ambiente extraparlamentar, ações como esta também devem ser entendidas como experiências políticas, organizadas com finalidades e objetivos condizentes com a prática e os conhecimentos libertários. O que se propõe como hipótese investigativa é que este grupo de intelectuais simpáticos aos ideais libertários possuía um projeto político para o país nos primórdios da República. Estes indivíduos buscavam uma revolução social que quebrasse com as oligarquias que dominavam o cerrado cenário político do período. Para estes, uma das maneiras possíveis para ampliar a participação política seria via educação. O exemplo da UPEL se apresenta como uma forma de ação libertária que buscava a transformação da sociedade começando pela transformação nas bases, ou seja, a instrução profunda dos trabalhadores.

No momento atual — em que a educação e a cultura vêm sendo sistematicamente cerceadas e manipuladas pelas forças da reação e do obscurantismo, em sua tentativa final de conter o progresso e a emancipação humana — é de grande interesse o conhecimento dessa histórica experiência pedagógica de teor libertário para a formação do indivíduo e seu papel na transformação revolucionária da sociedade.

Disponível em brochura e ebook.

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