Anarquismo e Formação do Partido Comunista do Brasil (PCB)

A Rizoma Editorial tem a satisfação de anunciar ao seu público leitor o seu mais recente lançamento: a obra Anarquismo e Formação do Partido Comunista do Brasil (PCB), de Hamilton Moraes Theodoro dos Santos, mestre em História e professor da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Esta obra oferece uma análise do movimento operário brasileiro, no contexto social, político e econômico nas três primeiras décadas do século XX, nos quais estão inseridas importantes lutas operárias influenciadas pelas ideias anarquistas e a gênese do Partido Comunista do Brasil. É o período de gradativa implementação do capitalismo em nossas terras, das primeiras fábricas, de ausência total de direitos trabalhistas e intensa exploração do proletariado brasileiro. Em 1917 eclodiu a Revolução Russa, fato que influenciou o movimento operário em todo o mundo, inclusive o brasileiro, até então organizado, principalmente, pelo sindicalismo revolucionário de influência anarquista. Assim o texto analisa o impacto que a revolução bolchevique na Rússia teve os movimentos sociais brasileiros do período. Em 1923 Antonio Bernardo Canellas, um antigo militante anarquista, convertido ao marxismo e influenciado pela Revolução Russa, foi o primeiro militante expulso dos quadros do PCB, um importante fato que representa o desenvolvimento e relacionamento das ideologias anarquista e marxista no Brasil. Sofreu essa severa punição devido à sua postura, como representante do incipiente Partido Comunista do Brasil no IV Congresso da Internacional Comunista (IC) em 1922 e pela consequente não aceitação do partido como membro efetivo da IC naquele ano. Neste contexto, torna-se indispensável analisar a influência da Revolução Russa entre os anarquistas brasileiros, pois o advento da revolução bolchevique alterou o desenvolvimento e a trajetória das lutas sociais no Brasil.

Em especial, é de grande interesse o posicionamento do autor que — discordando de outros historiadores brasileiros que costumam ver na trajetória política do PCB um mero apêndice das diretrizes políticas de Moscou — sustenta que o desenvolvimento do Partido foi um processo original, no “fecundo contexto social, político e cultural brasileiro no qual forças políticas e atores históricos atuaram com suas próprias motivações e desenvolveram ricas trajetórias na luta por seus objetivos políticos e sociais.” A análise das relações entre as ideais anarquistas e marxistas nesse contexto é de grande relevância e pode, inclusive, apontar para exemplos que iluminem as disputas sectárias e fratricidas que historicamente têm sido as maiores inimigas das forças revolucionárias cujo objetivo final é o mesmo: a libertação da classe operária da dominação burguesa e a construção de uma sociedade igualitária.

Disponível em brochura e ebook

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