Comunismo de Conselhos e Autogestão Social

capa_comunismo_autogestaoO coletivo Rizoma Editorial anuncia a seu público leitor o lançamento da obra Comunismo de Conselhos e Autogestão Social, de Lucas Maia, doutor em Geografia e professor do Instituto Federal de Goiás.

Nesta obra, o autor apresenta as principais concepções do comunismo de conselhos (“conselhismo”), tendência política diretamente inspirada pela experiência autogestionária dos soviets na Revolução Russa de Outubro de 1917  e que tem entre seus principais teóricos Anton Pannekoek, Karl Korsch, Herman Gorth, Otto Rühle, Sylvia Pankhurst e Paul Mattick.

Como assinala o autor, a história do conselhismo está entrelaçada à história do movimento operário, sendo a autogestão social o objetivo a ser alcançado por este movimento, mediante a ação do proletariado revolucionário, isto é aquele segmento do proletariado “que no processo de luta contra o capital adquiriu consciência de seus interesses históricos e dentre tais interesses o principal é a abolição da sociedade capitalista, das classes sociais e a sua própria abolição enquanto classe social”.

É bem conhecido o fato de que ninguém menos do que Lênin atacou ferozmente os conselhistas, sobre os quais  lançou a pecha infame de “esquerdismo”, pela veemente oposição destes ao “centralismo democrático”, ao vanguardismo e ao frontismo, bem como à participação em eleições burguesas e aos partidos poíticos s sindicatos em geral.

O colapso da União Soviética e outras experiências do “socialismo real”, com seus regimes burocráticos de capitalismo de Estado, sob a ditadura do Partido único implantada pelos bolcheviques, demonstrou cabalmente quão coerentes e relevantes são as propostas conselhistas e da dita “ultra-esquerda”, que vislumbram na organização revolucionária do proletariado, para além de partidos e sindicatos, sem intermediários, o caminho mais viável para a emancipação social, não só com a abolição da propriedade privada dos meios de produção, como também do estado e sua máquina burocrática e guerreira, que só pode conduzir à barbárie e não à real emancipação humana.

 

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