A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro

capa_insurreicao_anarquistaO coletivo Rizoma Editorial orgulhosamente anuncia ao seu público leitor o lançamento da obra A Insurreição Anarquista no Rio de Janeiro, de autoria do Prof. Dr. Carlos Augusto Addor, professor professor associado do Departamento e do Programa de Pós-Graduação de História da Universidade Federal Fluminense.

Publicada em primeira edição pela Editora Dois Pontos (Rio de Janeiro, 1986) e em segunda edição pela Editora Achiamé (Rio de Janeiro, 2002), coube-nos a imensa honra de publicar a terceira edição desta obra.

Nesta obra, o autor apresenta e analisa em detalhes um episódio pouco conhecido — mas não obstante notável e importante — da História do Brasil e, em particular, do Rio de Janeiro: a insurreição anarquista de 1918, que culminou com o grande levante popular de 18 de novembro daquele ano que chegou perto de criar o “Soviete do Rio”.

Muitas são as lições que podem ser tiradas pelos atuais anarquistas brasileiros e cariocas deste episódio ocorrido há quase um século, sobretudo à luz das Jornadas de Junho de 2013 que, historicamente, revestem-se de importância similar na trajetória do movimento pela emancipação social no Brasil e no Rio de Janeiro. Assim, por exemplo, é interessante notar como as autoridades estatais da época não perderam tempo em denunciar o movimento anarquista como portador de ideias “alienígenas” (devido à presença dos operários italianos e portugueses) — exatamente como fez o governador do Estado do Rio de Janeiro em 2013 (desta vez, devido à utilização da Internet, da tecnologia de informação e das redes sociais pelos libertários atuais), aliás macaqueando, sem nenhuma originalidade (numa atitude bem típica daquele governador) as palavras do ditador fascista da Turquia (aliado da OTAN e lacaio das grandes corporações transnacionais). Também é notável como os representantes da máquina repressora do Estado — em particular a polícia — lançaram mão de métodos escusos como o uso de agents provocateurs (hoje mais conhecidos como “X9’s”) infiltrados no movimento anarquista para semear a discórdia e a confusão entre os libertários  (sem mencionar as traições e prisões arbitrárias). Tudo isto com o total apoio da mídia corporativa da época — os grandes jornais — tal e qual hoje temos as grandes corporações de TV, empenhadas não apenas em seu trabalho de posta-vozes do capitalismo e do Estado, mas também (e especialmente) em sua asquerosa campanha contra a liberdade — relativa, mas não obstante inegável — fornecida pela atual tecnologia de informação e  redes de computadores aos movimentos sociais e à quebra do monopólio de disseminação da informação (com todo o seu potencial de manipulação de corações e mentes do público) que, até então, estava assegurado à mídia corporativa.

Pois hoje nos orgulhamos de fazer uso desta mesma tecnologia de disseminação da informação (inclusive aquela que nos permite produzir livros impressos e digitais rapidamente e a baixo custo, quebrando também o monopólio das editoras comerciais que fazem parte do problema e não de sua solução) para trazer a público esta obra, não permitindo que este notável episódio histórico continue “borrada praticamente da memória social”.

Há cem anos, em novembro de 1918, os anarquistas brasileiros insurgiram-se no Rio de Janeiro em um levante sem igual nos trópicos. Um século depois, os libertários atuais demonstraram que a ânsia pela emancipação social, a luta rumo à utopia, continuam vivam. Em menos de um século no futuro, o Estado-nação opressor e o sistema capitalista explorador — ambos transitórios e não eternos no movimento histórico — estarão em seu lugar devido, a lixeira da História de onde não passarão!

Viva a Insurreição Anarquista do Rio de Janeiro!

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