Foucault, História e Anarquismo

capa_foucaultO coletivo Rizoma Editorial tem a imensa honra de trazer ao seu público leitor a obra Foucault, História e Anarquismo, da Profa. Margareth Rago, doutora em história e colaboradora do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas.

Publicado pela primeira vez em 2007 pela Editora Achiamé, do Rio de Janeiro, coube-nos agora publicar esta segunda edição.

Frequentemente, ouvimos os “foucaultianos” questionarem os possíveis vínculos entre Foucault e o anarquismo, afirmando que o filósofo jamais se disse anarquista, que recusava qualquer forma de “territorialização sedentarizante” e que, ademais, nunca se afiliou aos grupos anarquistas contemporâneos. Vários autores anarquistas, por outro lado, enxergam um Foucault profundamente libertário e ademais, propõem pensar o pós-estruturalismo como sendo “uma forma contemporânea de anarquismo”. Falando da sua experiência pessoal, o libertário  Salvo Vaccaro afirma que o filósofo não só o aproximou do anarquismo, impedindo-o de “se fossilizar no caminho traçado de Bakunin a Malatesta”,  como ensinou “uma utilização anarquista do texto teórico (…) sem respeito pela autoridade do Nome.”

Podemos, naturalmente, considerar discutíveis as assetivas acima, sobretudo a concepção do pós-estruturalismo como “uma forma contemporânea de anarquismo” — porém é precisamente esse debate de ideias que a obra de Foucault sempre inspirou e que esperamos estimular e fortalecer  com a publicação desta importante obra.

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