Estado, Democracia e Cidadania – A Dinâmica da Política Institucional no Capitalismo

estado_democracia_e_cidadaniaMais uma vez, é com muita satisfação que o coletivo Rizoma Editorial traz ao seu público leitor mais uma obra do Prof. Nildo Viana, sociólogo e filósofo,  docente da Universidade Federal de Goiás:  Estado, Democracia e Cidadania.

Publicado inicialmente em 2003 pela Editora Achiamé, do Rio de Janeiro, coube a nós concretizar a publicação desta segunda edição, revisada e ampliada com a inclusão de um prefácio inédito em que o autor situa a obra no contexto atual, decorrida mais de uma década de sua publicação inicial.

Atribui-se a Esopo uma fábula na qual um lobo veste uma pele de lã para entrar no rebanho e devorar as ovelhas. A expressão “lobo na pele de cordeiro” significa então o uso de uma imagem de aparente “bondade” para esconder suas reais intenções e assim conseguir seus objetivos. Essa fábula se enquadra muito bem no caso do estado, democracia e cidadania, três inocentes e generosas palavras que apontam para um grau maior de igualdade, participação, civilização. Mas, tal como no caso do lobo, é apenas um disfarce, pois por baixo da pele ideológica se encontram as reais motivações e ações dessas formas sociais: a reprodução do capital. Esta obra realiza uma análise crítica dessas formas sociais e mostra seu processo histórico de engendramento e papel na reprodução do capitalismo. É preciso retirar a pele das ideologias e dos imaginários para ver que ao invés de “público” e “representante do universal”, o estado é um aparato do capital; que ao invés de “liberdade” e “participação”, a democracia representativa é uma forma de dominação; e ao invés de “direitos” do homem e do cidadão, a cidadania é uma forma de integração manipuladora dos indivíduos na sociedade capitalista. A crítica da política institucional, seu processo de formação e reprodução ligado à evolução do capitalismo (luta de classes e regimes de acumulação) é o ponto de partida para a sua superação.

Este é o objetivo-trajeto desta obra – contribuir para a tomada de consciência acerca da verdadeira natureza dessas que estão entre as maiores farsas da chamada “civilização ocidental” – o estado, a “democracia” e a “cidadania” – e, assim, para as lutas que visem superar essas farsas e conduzir à contrução de uma nova sociedade, livre, justa e autogestionária.

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