Filosofia da História – Mikhail Bakunin

capa_filosofia_da_historiaEm comemoração ao seu quarto ano de bem-sucedidas atividades na divulgação da cultura libertária, o coletivo Rizoma Editorial tem a honra de trazer ao seu público leitor uma obra inédita de ninguém menos do que Mikhail Alexandrovich Bakunin, o “Bakunin”, o mais célebre de todos os anarquistas clássicos do século XIX e que, dois séculos depois, segue sendo o maior inspirador dos movimentos libertários em todo o planeta.

Publicada em honrosa parceria com o Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí (GEAPI) — que possui o mais vasto acervo de literatura libertária em língua portuguesa disponível na Internet — esta obra apresenta um texto pouco conhecido mas definitivamente importante, que revela o Bakunin pensador, bem distinto da triste imagem de “incendiário” decantada por alguns anarquistas e que, de fato, só beneficia o Estado em sua incansável (ainda que inútil) campanha contra os libertários.  No texto pode-se notar, também, a influência do pensamento de Marx — com o qual Bakunin (que traduziu O Capital para o russo) de fato compartilhava várias concepções em comum nos campos econômico e filosófico (ainda que divergissem no campo político, aspecto que usualmente é o único enfatizado pelos anarquistas que ainda insistem em manter a dicotomia entre os dois grandes pensadores revolucionários).

Com a publicação desta obra, esperamos contribuir para divulgar ainda mais o pensamento de Bakunin — que, neste ano de 2014, cento e trinta e oito anos após sua morte, foi honrosamente citado em um inquérito da sempre bem-informada Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como “suspeito” de participar de manifestações contra o circo da “FIFA World Cup” e que conduziu à prisão ilegal e arbitrária de ativistas — inclusive professores secundaristas e universitários, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação em um dos espetáculos mais vergonhosos para o Estado brasileiro desde os tempos da ditadura militar terrorista que sequestrava, torturava e matava (e pela qual esses mesmos zelosos magistrados e dedicados policiais parecem nutrir imensas saudades!).

A esses e todos os reacionários — especialmente a mídia corporativa que é o principal agente fomentador da violência e do arbítrio — que insistem inutilmente em obstruir o inevitável processo de emancipação social, com a abolição do Estado e do modo de produção capitalista, deixamos para reflexão as palavras do próprio Bakunin:

A liberdade apenas se pode defender pela própria liberdade; é um contrasenso pretender limitá-la ou atacá-la sob o pretexto de a proteger.

Viva Mikhail Bakunin!

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