Da Biopolítica dos Movimentos Sociais à Batalha nas Redes: Vozes Autônomas

capa_biopolitica_dos_movimentos_sociaisO coletivo Rizoma Editorial anuncia a seu público leitor mais um lançamento: Da Biopolítica dos Movimentos Sociais à Batalha nas Redes: Vozes Autônomas, de Vladimir Santafé, filósofo, cineasta e mestre em comunicação pela UFRJ.

Inspirado nas ideias dos filósofos Michael Hardt e Antonio Negri sobre o “Império” (a nova ordem política da globalização, fundamentada no capitalismo corporativo transnacional “desterritorializado”, gerador de repressão e desigualdade em escala planetária) e a “Multidão” (a totalidade das forças democráticas e populares, o conjunto de comunidades e indivíduos interligados em redes que formam uma fluida “matriz de resistência” global contra o Império) este é, na opinião de nosso editor, um dos mais importantes livros que já publicamos.

Como assinala o autor, é preciso dizer não algumas vezes, quando a violência se diz a lei e o homem civilizado não passa de uma sombra da sua ambição, algumas vezes é preciso gritar, mesmo que não se seja ouvido. O grito faz bem para os pulmões e para o futuro. Esse trabalho é um “grito” e uma tentativa de transformar em teoria as práticas e as incertezas de anos de militância. Militância que se confunde com as angústias da existência, com as “janelas quebradas”, os cacos espalhados no carpete, toda existência é um grito. Na sociedade atual, o que, com Negri e Hardt, chamamos de capitalismo cognitivo, as vozes são muitas, o poder é descentrado, mas atuante, algumas vezes essas vozes se concentram em uma única voz uníssona, mas é preciso dizer que as muitas vozes dissonantes formam um conjunto potente que faz frente a essa voz imperativa.

A Multidão está para os conceitos restritos e ultrapassados de “classe trabalhadora” e “proletariado” assim como o Império está para o conceito limitado e igualmente ultrapassado de “imperialismo” e, neste turbulento início do Século XXI, apresenta-se como a única força viável – ao mesmo tempo unificada e descentralizada –  capaz de forjar uma alternativa radicalmente democrática à atual ordem mundial mantida e controlada pelo Império. Ao biopoder vertical e totalizante do Império, a Multidão opõe a força difusa e horizontal da biopolítica.

Assim, a grande mensagem desta obra de Vladimir Santafé pode ser uma paráfrase ao clássico “Socialismo ou Barbárie” de Rosa Luxemburgo: “Nós estamos colocados hoje diante desta escolha: ou bem o triunfo do imperialismo [Império] e a decadência de toda a civilização tendo como consequências, como na Roma antiga, o despovoamento, a desolação, a degenerescência, um grande cemitério; ou bem a vitória do socialismo, ou seja, da luta consciente do proletariado internacional [Multidão] contra o imperialismo [Império] e contra seu método de ação: a guerra. “

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