De Ferrer a Penteado: Uma Análise da Proposta da Escola Moderna

capa_de_ferrer_a_penteadoO coletivo Rizoma Editorial tem a grata satisfação de trazer ao seu público leitor mais uma publicação: De Ferrer a Penteado: Uma Análise da Proposta da Escola Moderna, de Renato Padilha, pedagogo e mestre em Educação pela Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO), com prefácio da Profa. Angela Maria Souza Martins.

Esta é uma das duas obras que, pela primeira vez, publicamos utilizando o sistema de financiamento coletivo (“vaquinha”)

Refletindo sobre o potencial transformador da educação, o autor reflito nesta obra sobre o papel revolucionário que a Escola pode assumir, quando é conduzida com base nas propostas da Educação Libertária, formulada e sistematizada ao longo de mais de um século por diversos militantes que entendiam a educação como um instrumento da revolução. Para fundamentar esse argumento, o autor apresenta um estudo historiográfico com exemplos práticos de escolas libertárias que funcionaram como modelo em seus respectivos países — inclusive no Brasil,  no início do Século XX — apresentando seus idealizadores e suas lutas para a manutenção de tais experiências. O caso mais famoso entre os libertários é do pedagogo catalão Francisco Ferrer y Guardia, fundador da primeira Escola Moderna em 1901 e que foi preso e executado em 1909, acusado de planejar um atentado contra o rei Alfonso XIII da Espanha (na “Semana Trágica” de Barcelona). O julgamento de Ferrer y Guardia foi uma fraude denunciada, na época, por intelectuais de todo o mundo, arquitetada pela burguesia espanhola e setores reacionários da Igreja Católica, temerosos dos enormes avanços promovidos pela Escola Moderna por ele fundada. Sua execução, porém, longe de extingui-la, promoveu uma expansão mundial das Escolas Modernas, que surgiram em vários países e algumas das quais existentes até hoje, na Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia.

Ironicamente, alguns dos princípios pedagógicos propostos pela Escola Moderna (como a educação conjunta de ambos os sexos, o incentivo ao desenvolvimento físico e intelectual e a supressão dos castigos físicos) foram adotados, em diferentes tempos e graus, pela instituição escolar burguesa, embora despidos do teor libertário da Escola Moderna.

Assim, a obra de Renato Padilha oferece uma valiosa contribuição para o conhecimento da história da Escola Moderna e, ainda mais importante, o resgate das ideias e conceitos propostos pela mesma que, mais do que nunca, permancem válidos e merecem ser não apenas ser conhecidos, mas colocados novamente em prática.

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Uma resposta para “De Ferrer a Penteado: Uma Análise da Proposta da Escola Moderna

  1. sou de agora, não de hoje, venho de uma passagem por Berlim de antes do muro, conheci Ricarda Buch, irmã do escritor Hans Cristoph Buch, com quem residi ali e seus amigos libertários, leituras em Sílvio Gesell e Anarko Klaus, um escritor politicamente perseguido na Alemanha ainda separada, de quem não conheço os textos, tidos como muito interessantes para o movimento da Multidão

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