A Formação da Identidade Cultural Anarquista Através do Periódico “A Luta” de Porto Alegre (1906-19110

capa_formacao_identidade_cultural_anarquista_poaO coletivo Rizoma Editorial vem de novo com muita honra apresentar ao seu público leitor mais uma publicação: A Formação da Identidade Cultural Anarquista Através do Periódico A Luta de Porto Alegre (1906-1911), do historiador Eduardo Soares.

Esta é uma das duas obras que, pela primeira vez, publicamos utilizando o sistema de financiamento coletivo (“vaquinha”)

Resultado do projeto de iniciação científica do autor junto ao Centro Universitário Franciscano e o Núcleo de Pesquisa em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), esta obra pretende discutir a formação da identidade cultural anarquista através do periódico A Luta de Porto Alegre entre os anos de 1906 a 1911. Para seu desenvolvimento, o autor estudou o jornal supracitado e o contexto em que se encontrava o movimento libertário no Rio Grande do Sul no início do Século XX. O jornal mostrou-se uma fonte primária rica em escritos peculiares sobre a “vida” anarquista porto-alegrense.

O autor nos revela, ao longo das páginas desta obra, a fascinante — e antes praticamente desconhecida — história dos libertários gaúchos que, no alvorecer do século passado, construíram uma cultura própria, com conceitos e práticas que muito se assemelham aos dos anarquistas espanhóis que, décadas à frente, promoveriam a mais extraordinária experiência anarquista da história, a Revolução Libertária de 1936.  Ficamos sabendo, por exemplo, que os anarquistas porto-alegrenses possuíam um notável grau de organização, tendo o periódico A Luta seu órgão de imprensa livre e principal meio de difusão cultura, onde davam vazão a suas críticas à sociedade burguesa, às condições de moradia, às relações de trabalho na fábrica, à educação e à interferência da Igreja Católica na vida social.

Trata-se de uma obra de enorme interesse, por trazer ao nosso conhecimento essa importante experiência libertária desenvolvida em Porto Alegre — que, de fato, pode oferece preciosas lições aos movimentos libertários contemporâneos que, neste momento, procuram resgatar as lutas pela emancipação social — assim fornecendo continuidade histórica ao movimento dos operários gaúchos que fundaram A Luta.

Viva A LUTA! Que nestas páginas seja conhecida – e se espalhe!

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