A Comunicação como Dispositivo Terapeutizante: Mais Mediação, Menos Medicação

capa_comunicacao_terapeutizanteÉ com muita satisfação que o coletivo Rizoma Editorial anuncia ao seu público leitor o lançamento da obra A Comunicação como Dispositivo Terapeutizante: Mais Mediação, Menos Medicação, do Prof. Reginaldo Moreira, docente do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Nesta obra, que é resultado de sua tese de doutorado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), o autor  apresenta um novo conceito de comunicação: a comunicação terapeutizante. O novo termo é fruto da investigação da aplicabilidade das tecnologias de comunicação em rádio vivenciadas pelos usuários da saúde mental, participantes do Projeto Maluco Beleza, localizado no Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, em Campinas, São Paulo. Ali, a comunicação tem demonstrado ser uma importante ferramenta de (re)significação de sentido de vida para os portadores de sofrimento mental inseridos no projeto de comunicação do Ponto de Cultura Maluco Beleza. O recurso comunicacional, disponibilizado no Projeto Maluco Beleza, representa uma forma de ressarcimento do direito de expressão, que, por longos anos, foi negado aos portadores de sofrimento mental, confinados nos pátios dos manicômios e privados dos direitos fundamentais para a construção de uma vida minimamente digna. A comunicação tem se revelado como uma nova forma de retomada do sentido e da (re)significação de vida.

É interessante assinalar, nesse contexto, como a máquina do Estado historicamente costuma atribuir o adjetivo de “loucos” aos não-conformistas, rebeldes e insubmissos. Assim é que, na União Soviética após a contrarrevolução burocrática leninista, os dissidentes políticos e outros “inimigos do Estado” eram internados em manicômios, enquanto em Cuba os anarquistas foram adjetivados como anarcolocos — isto após sua longa e importante participação na luta emancipatória que resultou na vitória da Revolução.  Como assinalou Foucault, o poder define a “normalidade”.

Mais interação, menos medicação!

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