Educação e Capitalismo: Para Uma Crítica a Paulo Freire

Ainda explorando a temática da pedagogia libertária, o coletivo Rizoma Editorial traz ao seu público leitoro que bem pode ser considerado uma das mais singulares e importantes obras que já publicamos abordando o assunto: Educação e Capitalismo: Para uma Crítica a Paulo Freire, de Eliane Maria de Jesus, graduada em Pedagogiapela Universidade Federal de Goiás, com prefácio do Prof. Dr.  Edmilson Marques.

Este trabalho busca analisar se a educação pode ser considerada uma expressão, e ao mesmo tempo um meio de reprodução da luta de classes, compreendendo que a escola não é um espaço neutro e sim um local onde são debatidas ideias e interesses cotidianamente; espaço no qual algumas concepções permeadas por “ideologias” tendem a se legitimar, com o objetivo de ocultar a realidade de forma a permitir que a exploração seja legitimada. Através de uma análise aprofundada do pensamento de Paulo Freire, a autora apresenta questões fundamentais de sua concepção, demonstrando o sentido que aponta sua contribuição para a educação e para as relações sociais estabelecidas na sociedade moderna. A discussão apresentada nessa obra evidencia questões que estão ocultadas por trás da concepção desenvolvida por Paulo Freire sobre a pedagogia libertadora.  Esta obra, portanto, apresenta uma análise que contribui profundamente para discussões e análises sobre a educação da atualidade. Indispensável para uma crítica da educação e para a superação de ideias petrificadas e perpassadas por ideologias que ocultam as contradições da sociedade atual. A autora realiza este trabalho empreendendo uma análise da concepção de Paulo Freire e demonstrando sua relação com a sociedade capitalista.

Trata-se , por outras palavras, de uma penetrante análise crítica da famosa “pedagogia do oprimido” criada por Paulo Freire, que traz à tona uma série de “verdades inconvenientes” (ou o que a autora, mais formalmente, chama de “a face oculta do discurso”) sobre essa concepção pedagógica, tais como a (no mínimo pitoresca!) relação das ideias do Prof. Freire com o leninismo e suas declarações bombásticas sobre o porquê de não poderia recusar um cargo na prefeitura (na época dita “dos trabalhadores”) de São Paulo pois, caso o fizesse, teria de “retirar todos os seus livros de impressão, deixar de escrever e silenciar até a morte”…

Enfim, é mais um mito — convenientemente mantido e propagado pela máquina do Estado e a casta burocrática que dela se beneficia, enquanto desempenha sua função de auxiliar da burguesia — que cai diante de uma crítica contundente e direta.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s