Escritos Revolucionários Sobre a Comuna de Paris

Em homenagem aos 170 anos da proclamação da Comuna de Paris de 1871, o coletivo Rizoma Editorial orgulhosamente traz ao seu público leitor a coletânea Escritos Revolucionários Sobre a Comuna de Paris, organizada pelo Prof. Nildo Viana, sociólogo e filósofo, docente da Universidade Federal de Goiás e militante autogestionário.

Proclamada em 1871 na capital francesa pela resistência popular à invasão germânica, a Comuna de Paris destaca-se como a primeira experiência de revolução proletária da história. A Comuna teve uma vida curta — cerca de 40 dias, durante os quais foram postos em prática notáveis experimentos sociais, de caráter socialista e radicalmente democráticos, baseados nos princípios da Primeira Internacional. Apesar de sua curta duração, a Comuna forneceu o primeiro exemplo histórico da capacidade de auto-organização e autogestão das forças populares, introduzindo uma ampla série de inovações revolucionárias (como igualdade entre os sexos, moradia para todos, democratização das relações trabalhistas, socialização dos serviços públicos, com administração pelos próprios trabalhadores, implantação da democracia direta, reformas na educação, autogestão de teatros e editoras pelos próprios artistas e escritores, abolição das forças armadas e policiais, com substituição por uma milícia popular não-hierárquica) — entre muitas outras que, posteriormente, serviram de inspiração e foram praticados por outros movimentos de autonomia revolucionária, em especial durante a Revolução Espanhola nos anos de 1930.

As forças da reação esmagaram a Comuna com uma violência invulgar, que também veio a  tornar-se característica da repressão a outras insurreições revolucionárias, massacrando mais de 20.000 comunardos no processo de destruição desta notável experiência de revolução social. Todavia, não puderam esmagar o ideal da Comuna, que desde então manteve-se vivo em numerosas ocasiões, da Revolução Espanhola à Comuna de Oaxaca no México em 2007.

Esta coletânea reúne artigos de diversos autores, tratando do mesmo tema —  a Comuna de Paris de 1871. Mas além do tema, os artigos aqui reunidos apresentam outra característica em comum: a de serem “escritos revolucionários”, assim definidos como contribuições intelectuais cujo objetivo não é apenas a análise acadêmica do evento histórico em si, mas sobretudo a efetivação da revolução social. Apesar das diferenças de posição dos autores (anarquistas, marxistas, situacionistas), todos reconhecem em seus escritos o caráter revolucionário e autogestionário da Comuna, o que justifica sua inclusão nesta coletânea.

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